segunda-feira, 20 de julho de 2009

Lugares dentro de São Paulo que não são de São Paulo

O mais impressionante da selva de pedra não é a homogeneidade das cores opacas e não opacas, no mineral, no pessoal e no céu da cidade em um dia nublado, como seria de esperar-se, desesperar se também, o que impressiona é a quebra do cinza constante em pontos isolados.
O desespero vem do quão é óbvio o humor perdido no caos quando é disposto ao público a chance única de sair de São Paulo, com facilidade maior do que o complicado engarrafamento.
Me refiro aos parques públicos desta cidade, onde está o verde faz tempo esquecido pelas faces ranzinzas.
Esta é a cor de São Paulo que não é de São Paulo, nela que se compõe uma expressão que deveria estar em São Paulo e ser de São Paulo.